Resumo
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Uma casa colonial de 1772, uma das pouquíssimas que ainda restam em Assunção, onde um grupo de crioulos elaborou, em 1811, o plano que pôs fim ao governo espanhol sem disparar um único tiro.
Porque é o berço do país e ainda conserva as dimensões de uma casa: telhado de telha, piso de tijolo, um pátio central e cinco cômodos. Não há ostentação nem teatralidade. Você entra e se encontra exatamente onde Pedro Juan Caballero, Vicente Ignacio Iturbe e Fulgencio Yegros estiveram na noite de 14 de maio.
O que observar quando estiver lá
- O edifício em si: duas seções separadas conectadas por um pátio ajardinado, treliças de madeira, telhado de telha colonial com vigas esculpidas à mão e piso de tijolos.
- A espada de Fulgencio Yegros, na sala de jantar.
- A escrivaninha confortável, a cama e a camisa bordada por Fernando de la Mora.
- O jogo de salão francês de 1830 e os retratos de Caballero e Yegros na sala de estar.
- Esculturas religiosas jesuítas e franciscanas.
- O mural de cerâmica de José Laterza Parodi, perto da entrada, retrata edifícios da Assunção colonial.
- O beco histórico adjacente marca o local de onde os heróis partiram.
- No pátio, o relógio de sol trazido da missão Santa Rosa e o primeiro escudo nacional.
História
A casa foi construída em 1772 num terreno de 499 metros quadrados. A Câmara Municipal atribui a construção a Antonio Martínez Sáenz e Petrona Caballero Bazán; outras fontes atribuem-na ao pai dos irmãos Martínez Sáenz, que a possuíam em 1811.
Dicas para a sua visita
La historia detrás del lugar
A casa foi construída em 1772 num terreno de 499 metros quadrados. A Câmara Municipal atribui a construção a Antonio Martínez Sáenz e Petrona Caballero Bazán; outras fontes atribuem-na ao pai dos irmãos Martínez Sáenz, que a possuíam em 1811.
Nos meses que antecederam maio de 1811, a casa serviu de ponto de encontro para os conspiradores. Na noite de 14 de maio, eles saíram pelo beco adjacente, hoje chamado Beco Histórico, para iniciar a revolta. Nas primeiras horas do dia 15, após o ultimato, o governador Bernardo de Velasco capitulou. A revolta foi concluída sem derramamento de sangue e com participação exclusivamente paraguaia.
A rua onde a casa se encontra recebeu o nome de 14 de Mayo em abril de 1849, quase quarenta anos antes de o edifício se tornar um museu. O Estado só adquiriu a propriedade em 1943, por decreto, durante o governo de Higinio Morínigo. A restauração começou em 1951.
Em 1961, um decreto declarou o local Monumento Histórico Nacional, suspendendo assim a demolição planejada. O museu foi inaugurado em 14 de maio de 1965, com mobiliário e decoração de época. Em 2003, Nicolás Darío Latourrette Bo financiou a restauração do acervo e, em 2005, foi nomeado patrono vitalício do museu. A restauração do local foi concluída em 2011, durante as comemorações do Bicentenário, quando o governo adquiriu o terreno das antigas cavalariças.
Fatos interessantes
- A Sala Capitular, que agora faz parte da visita guiada, funcionava originalmente como um estábulo.
- O decreto de 1961 não apenas o declarou monumento: ele interrompeu uma demolição que estava em andamento.
- O museu conta com uma figura incomum, um protetor da vida privada, nomeado em 2005.
- É um dos três locais incluídos no SENATUR Inclusive Tour, juntamente com o Palácio do Governo e o Panteão.
Ponta AsuGuide
Saí pelo Beco Histórico, não pela entrada principal. É esse detalhe que mais rapidamente te transporta para a cena daquela noite. E combine sua visita com o Panteão: eles ficam a dois quarteirões de distância e as duas entradas são gratuitas.
Fontes
- Municipalidad de Asunción — Tesouros da minha cidade: Casa de la Independencia
- Portal guaraní — Casa de la Independencia e seu Museu Histórico
- ABC Color — Museus e locais culturais de Assunção (28 de março de 2024)
- Últimas Notícias — Museu Casa de la Independencia (agosto de 2021)
- SENATUR / Visite o Paraguai — perfil oficial
- SENATUR / Visite o Paraguai — Tour com tudo incluído
Lugares por perto
Mapa e como chegar
14 de Mayo esq. Presidente Franco
