Resumo
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O Palacio de los López é a sede do Poder Executivo do Paraguai e o edifício mais emblemático de Assunção: um imponente monumento neoclássico rosa de frente para a baía, construído em 1857 como residência particular de Francisco Solano López. A família que encomendou sua construção nunca chegou a morar lá: a Guerra da Tríplice Aliança deixou a obra inacabada, e somente em 1894 um presidente passou a residir no prédio.
Porque a história do país se resume em uma única fachada: a ambição do Paraguai antes de 1865, o desastre da guerra e uma reconstrução tardia. Não se trata de um monumento esquecido ou de um museu: é um prédio governamental em funcionamento, com guarda militar e uma agenda oficial, o que limita tudo o que se pode fazer ali.
O que observar quando estiver lá
- A torre central e seus quatro pináculos: o ponto mais alto e mais danificado do edifício.
- As duas fachadas: uma voltada para o El Paraguaio Independiente, a outra para o rio.
- A cor rosa das paredes foi substituída para combinar com os acabamentos de 2013.
- Os materiais presentes na mesma estrutura são: pedra Emboscada, tijolo Tacumbú, ferro Ybycuí e mármore europeu.
- A propriedade sem cercas: é possível ver todo o palácio da calçada, pois a cerca foi desmontada há quase um século.
- No interior, o Salão da Independência com sua policromia dourada, o Salão dos Espelhos e o Salão dos Passos Perdidos.
- O teto do Salão das Américas, pintado por Félix Toranzos com o céu de Assunção.
História
O terreno remonta a 1843, quando Francisco Solano López, então com 17 anos, recebeu uma propriedade às margens do Rio Paraguai, no antigo bairro de Las Barcas; seu pai, o presidente Carlos Antonio López, expandiu-a para dois hectares de frente para a baía. A construção teve início em 1857. Os planos iniciais são atribuídos ao engenheiro austro-húngaro Francisco Wisner de Morgenstern, e a construção foi supervisionada pelo arquiteto inglês Alonso Taylor, contratado em 1858; diversos historiadores atribuem o projeto ao italiano Alejandro Ravizza. O projeto original se perdeu. Pedras de Emboscada e Altos, tijolos de Tacumbú, madeira de Yaguarón e Ñeembucú, ferro fundido de Ybycuí e mármore e granito importados foram utilizados na construção.
Dicas para a sua visita
La historia detrás del lugar
O terreno remonta a 1843, quando Francisco Solano López, então com 17 anos, recebeu uma propriedade às margens do Rio Paraguai, no antigo bairro de Las Barcas; seu pai, o presidente Carlos Antonio López, expandiu-a para dois hectares de frente para a baía. A construção teve início em 1857. Os planos iniciais são atribuídos ao engenheiro austro-húngaro Francisco Wisner de Morgenstern, e a construção foi supervisionada pelo arquiteto inglês Alonso Taylor, contratado em 1858; diversos historiadores atribuem o projeto ao italiano Alejandro Ravizza. O projeto original se perdeu. Pedras de Emboscada e Altos, tijolos de Tacumbú, madeira de Yaguarón e Ñeembucú, ferro fundido de Ybycuí e mármore e granito importados foram utilizados na construção.
Em 1867, a obra estava praticamente concluída. A guerra chegou antes de seus proprietários: em 28 de fevereiro de 1868, o bombardeio naval brasileiro danificou a torre e destruiu um pináculo, interrompendo a construção; Taylor acabou preso. Em 5 de janeiro de 1869, tropas aliadas ocuparam Assunção e saquearam o palácio, e durante a ocupação, os corredores serviram como estábulos. Nem Solano López nem Elisa Lynch jamais viveram lá.
O Estado confiscou a propriedade da família entre 1870 e 1872. Em 1879, cogitou-se a possibilidade de convertê-la em um Colégio Nacional, mas a ideia foi descartada devido ao alto custo. Em 1888, sob o governo de Patricio Escobar, o edifício foi oficialmente designado Palácio do Governo, e a restauração foi contratada ao francês Félix Landauce. Foi inaugurado em 12 de outubro de 1892, e somente em 25 de novembro de 1894 Juan Bautista Egusquiza se tornou o primeiro presidente a ali residir.
Duas marcas do século XX permanecem: as grades de ferro que cercavam a propriedade foram removidas entre 1929 e 1942, e em 1949 Felipe Molas López transferiu o gabinete presidencial para o térreo por motivos de mobilidade, onde permanece até hoje. Em 2009, foi declarado tesouro do patrimônio cultural tangível de Assunção. A mais recente grande restauração teve início em novembro de 2020 na ala oeste, sob a direção do arquiteto José María Calvo.
Fatos interessantes
- Perdeu seus pináculos duas vezes em um período de 154 anos: o bombardeio brasileiro de 1868 e uma tempestade em 30 de dezembro de 2021.
- Na reconstrução, entre 80% e 90% do material original foi recuperado; apenas uma base foi reconstruída, utilizando pedra de Emboscada em peça única.
- Durante a ocupação aliada, os corredores do palácio funcionaram como estábulo.
- Para participar da visita guiada, é proibido usar roupas muito curtas, garrafa térmica tereré ou bolsas grandes; você pode levar uma câmera, mas sem flash.
- A fachada é iluminada de azul no dia 2 de abril, Dia da Conscientização do Autismo, e de rosa em outubro, Dia da Conscientização do Câncer de Mama.
Ponta AsuGuide
Não fique apenas na calçada em frente ao El Paraguayo Independiente; é a vista de cartão-postal que você já viu mil vezes. Atravesse para a margem do rio: aquela fachada foi projetada para ser vista dos barcos que navegam pelo Rio Paraguai, e quase ninguém a fotografa. E se quiser entrar, os ingressos no asuncion.live esgotam em minutos. Leve seu documento de identidade físico: sem ele, você não passará pela segurança.
Fontes
- Municipalidad de Asunción — O Palacio de López, o maior tesouro histórico da cidade
- Municipalidad de Asunción — Segredos do Palácio Inclusivo
- SENATUR — Palácio do Governo
- Últimas Notícias — Segredos do Palácio, a história contada por dentro.
- Últimas Notícias — O Palácio perde novamente suas torres após 154 anos.
- Cor ABC — Requisito exclusivo para entrada no Palacio de López (04/04/2024)
- La Nación PY — O Palácio recupera seus pináculos (15/04/2022)
Lugares por perto
Mapa e como chegar
El Paraguayo Independiente esq. Ayolas y O'Leary
